Mulheres? Presente!


Neste 8 de março, eu te convido a viajar comigo ao passado e depois retornaremos a sua quase réplica: o presente. Aperte seus cintos! Hoje, é 8 de março de 1857, estamos em Nova York, numa fábrica têxtil, em que 129 trabalhadoras que lutavam por seus direitos trabalhistas foram mortas queimadas pelo seu patrão que além de negar uma vida melhor a elas, negou-lhes a própria vida. Um pouco mais adiante, no ano 1910. Isso mesmo! Já se passaram 13 anos após a tragédia, esse 8 de março tornou-se uma homenagem a todas as mulheres do mundo que dão suas vidas pelo que acreditam.

Sigamos viagem! E agora onde estamos? Estamos em 1893, a Nova Zelândia permitiu que nós mulheres pudéssemos votar, por conseguinte as inglesas em 1918, as francesas em 1944, as brasileiras em 1946 e assim o mundo se renderá pouco a pouco à ideia de que mulheres também podem fazer parte da política. Já estamos quase no ponto de partida ou chegada! O ano é 2006, a Lei Maria da Penha foi, enfim, sancionada e temos a quem pedir socorro diante da violência. Será que nos ouvirão mesmo?

Essa linha do tempo, que poderia ter início até mesmo no Éden, onde a mulher foi acusada pela queda do homem, homem esse que preferiu não assumir a sua responsabilidade diante de sua liberdade de escolha. Enfim, essa linha cronológica muitas foram as personagens femininas que marcaram a história. Todo dia 8 de março, no Brasil, ou poderia ser qualquer outra data, nós mulheres, não pedimos flores e parabéns, pedimos unicamente respeito. Respeito à dona de casa e à trabalhadora independente financeiramente. Respeito à analfabeta e à letrada, à mãe biológica, à mãe de coração e à que decidiu não ser materna. Respeito à “criança-menina” de hoje e mulher de amanhã, à adolescente, à adulta e à idosa.

Em suma, pedimos respeito ao nosso presente, nosso futuro e a nossa trajetória. Respeito por sermos gente e não objeto, que pode ditar os limites do toque, afinal, nosso corpo não é público. Quer nos parabenizar hoje, amanhã e sempre? Então, nos respeite! Pois muitas já derramaram a própria vida pela ausência desse “presente”: o respeito.

Eliane Mariz

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